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Diário de motociclistas – Rumo ao BMW Motorrad Days 2015, em Garmisch

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De Munique, percorrendo estradas da Alemanha, Áustria, Itália e Suíça, a Garmisch, cidade sede do BMW Motorrad Day, maior encontro internacional de motos BMW, onde gente do mundo inteiro se reúne em torno da paixão pela marca

Por André Accioly | Fotos André Accioly, Franco Caramori e Túlio Guimarães

Chegamos a Munique num domingo, por volta das 10 da manhã. Adilson Fernandes, Fred Dametto, Túlio Guimarães e eu deixamos a bagagem no hotel e fomos almoçar no centro, conhecido como Marienplatz, onde há uma grande concentração de restaurantes e lojas de souvenir.Almoçamos no Augustiner Restaurant, que leva o nome de uma das mais tradicionais cervejas alemãs, onde degustamos cerveja de trigo e diversos tipos de salsicha. Depois do almoço, passeamos bastante pelo centro até a hora do jantar. Sentamos em outro restaurante, o Ratskeller, esse localizado no prédio onde fica a sede da prefeitura de Munique. Construído em 1867 e uma das grandes atrações de Marienplatz, chama a atenção pela bela arquitetura. Um antigo relógio com bonecos animados é um espetáculo à parte. Esse prédio já foi uma catedral e também uma sede dos bombeiros. Lá bebemos Aperol Spritz, um drink que é moda no verão europeu, composto de Aperol, Prosecco, água com gás e uma rodela de laranja.

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Com a chegada do Franco Caramori, do Alfonso Pantalena e do Paulo de Jesus, o grupo estava completo. Durante o jantar já começamos a conversar um pouco sobre como seriam os dias, pois tínhamos um roteiro pronto, mas sem um cronograma rígido. Depois regressamos ao hotel, que fica de frente para um dos concessionários BMW mais legais do mundo, da própria montadora: BMW Zentrum. Passamos a manhã do segundo dia visitando suas instalações.

Almoçamos e fomos retirar as motos em uma região próxima à BMW Zentrum.

Os modelos foram: F 700 GS, F 800 GS, F 800 GT, R 1200 GS, R 1200 GS Adventure, R 1200 RS e K 1600 GT.

Essa região é toda ocupada por divisões da BMW. Fomos a uma divisão onde fica guardada toda a frota da BMW de Munique.

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De lá, já com as motos, fomos direto ao BMW Welt, que é um edifício multifuncional, onde os clientes da BMW podem visitar e conhecer um pouco mais da marca e dos produtos que ela oferece. Fica em frente ao tradicional edifício sede da BMW, aquele com as quatro torres em forma de cilindros, que ficam sobre o museu BMW.

Nesse dia, no jantar, experimentamos o famoso joelho de porco no restaurante Haxnbauerim Scholastikahaus. Há uma vitrine, como aquelas de frango que ficam girando, só que no lugar dos frangos, joelho de porco. Tomamos então um sorvete italiano e fomos dormir.

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No dia seguinte partimos rumo a Bolzano, na Itália. Saindo de Munique, descemos por estradas sinuosas e rapidamente estávamos na Áustria. Passamos por Kreuth e, na estrada, almoçamos em um restaurante lindo, com vista para a cidade de Innsbruck. Entrando na Itália passamos por Vipiteno e Merano, e chegamos a Bolzano. Fizemos quatro passos de montanha nesse dia: Achenpass, Brennerpass, Jautenpass e Leonhard Pass. Andamos aproximadamente 300 quilômetros, parte deles entre os Alpes.

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Acordamos em Bolzano, fizemos o Mendelpass até Fondo, de lá a Rêvo, onde almoçamos de frente para o lago Di Sta. Giustina. Uma vista deslumbrante. Depois fizemos o Passo Del Tonale, seguido do Passo Gavea. Nesse chegamos a 2652 metros de altitude por estradas bem sinuosas e muitas vezes sem nenhuma proteção. Chega a dar vertigem. De lá para Bormio e depois para Livigno pelo Passo Foscagno. Livigno, nossa parada seguinte, a mil e oitocentos metros de altitude e próximo da fronteira com a Suíça. No inverno, uma famosa estação de esqui que recebe aproximadamente 20 mil pessoas na alta temporada, e no verão um reduto de motocicletas e bicicletas. Ficamos em um hotel pequeno, mas muito bom, onde jantamos comida típica da região, repleta de carnes e embutidos defumados acompanhados por um belo vinho, um Barolo.

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Acordamos e demos uma volta em Livigno.

Cidade situada na Itália mas com aparência de Suíça. Pacata, pequena, mas muito charmosa. Rumamos a St. Moritz na Suíça via Passo Forcala e Passo Bernina. Nesse trecho, o interessante foi que por diversas vezes vimos um trem do nosso lado direito e, depois de mais alguns quilômetros, lá estava uma cancela fechada. Esse mesmo trem cruzou a nossa estrada, a metros de nós. Cancela aberta, mais algumas dezenas de quilômetros e lá estava St. Moritz! Linda!

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Com o tempo apertado, à beira do lago St. Moritzersee, um descanso no Segelclub, um restaurante e marina. Café espresso, água com gás e novamente nos sentamos nas motos em direção a Zernez, ainda na Suíça. De lá, mais alguns quilômetros e paramos para almoçar. Cansados, já no terceiro dia de estrada, optamos por voltar para Livigno, onde dormiríamos mais uma noite. E uma grata surpresa nos esperava. Saindo do roteiro, procurando no mapa o melhor caminho para Livigno, observamos um túnel que liga a Suíça à Itália, literalmente por dentro da montanha.

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Chegando lá, esse que funciona em sentidos alternados, estava fechado para nós. Quinze minutos depois, abriu para nosso sentido. O termômetro da moto nesse momento marcava 31 graus. Em cinco minutos dentro do túnel, o termômetro já marcava 15 graus. Mais cinco minutos e 9 graus. Mais cinco e saíamos do túnel já na Itália. Nesse ponto a estrada segue acompanhando a encosta da montanha, mas totalmente coberta, como se fosse um túnel aberto de um dos lados. Isso para se proteger da queda de pedras e avalanches. Ela nos levou brevemente até Livigno.

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À noite fomos a um restaurante degustar embutidos que vêm pendurados num suporte de madeira, como se fosse um pequeno varal. Você vai escolhendo, corta no prato e devolve para o suporte.

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No último dia, antes do encontro em Garmisch, voltamos sentido Bormio, e em direção ao Passo Stelvio, o momento mais aguardado da viagem. O Passo Stelvio é um dos mais bonitos da região e sem duvida o mais famoso e visitado. Uma concentração enorme de motos, carros esportivos, carros antigos e bicicletas.

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A 2760 metros de altitude e aproximadamente 15 graus de temperatura, em pleno verão, almoçamos no ponto mais alto do Stelvio. Lá a neve é permanente, nunca descongela. A vista das curvas que percorremos é simplesmente incrível! Almoçados e feitas as compras de souvenir, saímos pelo lado suíço. Em direção a Garmisch, já próximo do destino final, fizemos o Fernpass, última etapa de nossa viagem. Chegamos a Garmisch e fomos ao hotel onde estavam hospedados todos os convidados da BMW do Brasil, além de portugueses e argentinos.

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No sábado visitamos o BMW Motorrad Days, onde a estrutura é muito bem organizada para um evento que recebe cerca de 40 mil motos. Já na entrada, os visitantes recebem uma pequena tábua para apoiar suas motos, para que não afunde na grama úmida. Para se ter uma ideia da dimensão do encontro, são necessários dois dias para visitar todos os estandes. Há também uma gigantesca área de camping para atender todos os visitantes. Durante os três dias, o evento ofereceu cursos de pilotagem on e off-road, test ride de todos os modelos da marca, shows de wheelie, exposição de motos antigas e customizadas, dentre outras atrações.

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À noite, nossa mesa para o jantar estava reservada na área de convidados dos concessionários e da montadora. Um grande show de rock animava delegações do mundo inteiro, enquanto todos podiam degustar a cerveja que era oferecida em canecas de um litro, uma tradição do país.

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No domingo, pela manhã, retornamos a Munique, onde devolvemos as motos e retornamos para o Brasil encantados e já com vontade de regressar em 2016. O que começou como um passeio de moto pela Europa se tornou em um grupo de grandes amigos. Faremos parte da vida uns dos outros eternamente em nossas memórias!

Que venha Garmisch 2016!