Design: fenômeno único de manifestação infinita

Design: fenômeno único de manifestação infinita

Em A Arquitetura da Felicidade o filósofo suíço Alain de Botton sustenta, entre outras coisas, o conceito de que em um projeto de arquitetura ou de decoração se busca, aspectos semelhantes aos que se procura em uma amizade, e que a natureza do fenômeno está associada à nossa necessidade de mostrar ao mundo a forma como queremos ser percebidos.

A partir desta sugestão feita por De Botton, surgiu a idéia de envolver alguns profissionais e tentar de alguma forma capturar, em suas sensações, a natureza deste fenômeno criativo, desta fagulha que provoca o surgimento de algo supostamente real, e que, entre tantas artes, produz desde uma maravilhosa dobradiça, um poema inesquecível, ou até um ambiente inteiro, acolhedor e generoso.A idéia exposta e defendida no livro de Alain de Botton em tese não chega a ser original, afinal, lá atrás no tempo, o homem primitivo dava seu primeiro passo rumo ao que se pode considerar hoje um dos mercados mais importantes da economia mundial, e lançava-se a esculpir toscamente a pedra para criar uma grande variedade de objetos e instrumentos, sempre com o objetivo de defender-se e sobreviver, além de poder existir com mais qualidade de vida. Daí a provável relação da arte com a felicidade, pois que, para poder estar feliz, é fundamental estar vivo! E mesmo sem saber ao certo o que isso significava, o homem das cavernas agia nesta direção por puro instinto, a transformar o seu meio e ir além, como se soubesse instintivamente que um dia, em um futuro ainda longínquo, deixaria a caverna e caminharia rumo a habitar um maravilhoso e amplo apartamento na Avenue Champs Élysées, no coração de Paris. Voilá, quer mais felicidade que isso?E o livro tem mesmo os seus encantos, além de um valor histórico de real importância, porque Alain de Botton faz sua apresentação de forma única e exclusiva ao desfilar ao longo de uma linha do tempo séculos de estilos, tendências arquitetônicas, com suas razões e significados, trazendo para a nossa consciência as relações existentes em cada uma e entre elas. Um pedaço da história da humanidade sob o olhar crítico e perspicaz de um jovem determinado a deixar a sua marca. Vale conferir.

Neste passeio que faz a narrativa, nesta perspectiva sobre a arquitetura e suas diferentes escolas, nós, observadores de plantão, podemos perceber que de fato há algo em comum entre elas, algo atemporal que as une, como se pudéssemos assumir a existência de uma força divina que, apesar de estar inserida em contextos tão distintos, atua com determinada objetividade e provoca o homem na busca pela realização plena de seus interesses, em cada espaço, em cada peça, e em cada detalhe criado, projetado e produzido. Se quisermos estabe-lecer alguma aproximação com o fenômeno vamos perceber que em seu núcleo vibra uma intensa energia transformadora, capaz de dar forma física ou conceitual ao impulso criativo, e assim, em uma sucessão contínua, sem limites, há séculos são produzidos milhões e milhões de objetos que consumimos definitiva e ininterruptamente.É interessante imaginar que provavelmente a mesma satisfação, ou se pudermos ser mais diretos, a mesma felicidade alcançada por um artista da Idade Média ao realizar sua façanha criativa, pode-se vivenciar hoje, séculos depois, quando folheamos um livro ou nos deparamos frontalmente com a peça criada e exposta em um dos milhares de museus espalhados pelo mundo, ou mesmo tocando em sua réplica. O fenômeno é contínuo e infinito, pois a arte, uma vez expressa, estará definitivamente viva e ativa. Ao decidir rondar este tema, com tanta subjetividade envolvida, não nos interessa uma discussão sobre as habilidades puramente técnicas do fenômeno criativo, mas sim aquela em que o criador é obrigado a incluir todo o seu conhecimento, as sensações novas, as preexistentes, e também a sua capacidade de conectar-se ao inconsciente coletivo para capturar, sabe-se lá onde, a inspiração que executa e produz a maravilha. Até porque nada pode ser concebido sem que se leve em consi-deração tudo o que já foi pensado, rea-lizado e até mesmo sonhado. E, sendo assim, o ato de criação, apesar de solitário, carrega em si, em seu mais íntimo instante, a história do conhecimento da humanidade inteirinha. Tudo ao mesmo tempo, vibrando concomitantemente. Um projeto de paisagismo, apenas como exemplo, carrega em sua concepção todos os jardins que já foram feitos pelo homem, da mesma forma que não se pode conceber um poema sem estar conectado a tudo o que já foi escrito, pensado e falado. Pois tais vibrações permeiam o inconsciente, que inspira e conspira, para todas as direções, genuinamente. Talvez por esta razão o Velho Guerreiro afirmava que “Nada se cria, tudo se copia”, em uma clara alusão a este fato óbvio e evidente, pois somos os únicos herdeiros de nossa própria história.

Os profissionais convidados para este singelo ensaio foram objetivos e sinceros em suas posições, uns direta, outros indiretamente; uns naquele tradicional cara a cara, outros pela própria história e importância, o que facilitou imensamente o acesso a um vasto material reflexivo e permitiu que esta matéria pudesse acontecer de certa forma até surpreendente. Características diversas, visões complementares, meios opostos na exploração dos materiais, estilos distintos, mas curiosamente um mesmo objetivo, tal qual cursos d’água diferentes que acabam, após seus percursos particulares, encontrando-se na imensidão do mar.

O Brasil refletido nos materiais e no potente design de Sergio Rodrigues

Podemos afirmar que todos, sem exceção, são construtores de felicidade.O comemorado designer Sergio Rodrigues é responsável direto pela identificação do nosso país no concorrido
cenário mundial do design mobiliário. Profissional que exerce grande diferencial criativo com suas peças, tem dedicado grande parte de seus 80 anos de vida, recentemente festejados, à renovação da produção mobiliária brasileira. Além disso, atua fortemente através de um desenho personalíssimo e da sensível escolha de madeiras nativas, uma de suas marcas notáveis. Isay Weinfeld, sempre atual, é arquiteto, professor, designer de interiores, cenógrafo, cineasta, produtor cultural, enfim, um ser antenado na produção de espaços genuínos e generosos. Um crítico voraz das interferências da modernidade no contexto urbano, detentor de uma marca expressiva de projetos instalados no Brasil e no exterior, enfim, um verdadeiro ativista na arte de provocar ambientes. Pedro Useche, uma das boas revelações dos anos 1990, este harmonioso e dedicado arquiteto pela Universidade Central da Venezuela, é músico autodidata e multiinstrumentista, exímio designer, pesquisador dos limites funcionais dos materiais e que vai se tornando, com o passar dos anos, autor indiscutível de um dos maiores pa-trimônios mobiliários executados em nosso país. Todos excepcionais artistas, embora Useche renegue este título, provocadores da felicidade, segundo De Botton, e que representam, de certa forma, gerações distintas, unidos pelo mesmo interesse de produzir ambientes cada vez mais aconchegantes, seja pelos detalhes da obra, seja pela ousadia, seja lá pela busca contínua que exercitam em suas pranchetas.

E a primeira nota harmônica deste batepapo vem exatamente do exigente Pedro Useche que, em um momento da nossa conversa, falou com intensidade sobre a presença da música em seu processo criativo, como se fosse essência pura a determinar os rumos de seus traços na busca pela excelência da relação entre o objeto desejado e o material escolhido para a sua produção. Pedro sugere algo como a aproximação bem-vinda com uma “energia divina”, quando pode perceber em sua produção o sonhado equilíbrio formal e estético, o que o faz vivenciar uma felicidade imensa e a satisfação suficiente para servir-lhe de incentivo a novas buscas em outras viagens. Estas são confissões diretas sobre a presença do fenômeno no instante em que ocorre, exatamente como pretendíamos antes de iniciar este processo. Quem pode imaginar, observando, por exemplo, uma simples cadeira, quantas interferências externas, por vezes distantes daquela natureza, existem em sua constituição formal? São inúmeras! Seja a música inspiradora, a visão de experiências anteriores sobre conforto, a paisagem ou o ambiente onde ela está sendo concebida, as milhares de outras cadeiras já inventadas, tantas outras inspiradas e ainda não realizadas, o material escolhido, ufa!, isto sem enumerarmos a mescla de sentimentos e emoções presentes no criador, a determinar seu movimento! E isso tudo misturado é o que pode provocar a sensação de felicidade prometida na visão de Alain de Botton e que estamos perseguindo.

Elegância e obediência! Na visão de Isay, um bar que vai onde você estiver!

Na conversa com Isay Weinfeld, sobre enquadrar de forma mais tangível o conceito de design, surgiu um vôo mais ousado e muito bem-vindo para este momento de matéria, pois afirmou o arquiteto se tratar de fenômeno único a se manifestar de forma distinta em vários setores das artes e da produção cultural. Weinfeld chegou mesmo a concretizar a idéia de que, caso tivesse seguido outro caminho, entre tantos que trilhou, teria chegado ao mesmo lugar, ao mesmo tempo, pois tudo acaba sendo, segundo a sua visão, resultado de um mesmo processo e de uma mesma inquietude na busca da satisfação pessoal. Fez alusões múltiplas sobre sua certeza de que teria atingido o mesmo patamar alcançado na arquitetura, citando a poesia, a escrita e o cinema, deixando de maneira objetiva uma garantia de que teria de fato tocado o ponto mágico que vem merecendo pelo exercício de sua profissão. Para ele não existe diferença entre desenhar a fachada de um edifício ou uma armação de óculos, e chega ao ponto de assumir que dever-se-ia pagar o mesmo valor pela criação de ambos. Afinal, é o valor da criação! Isso reforça a idéia de que o fenômeno criativo é de fato único, apenas a procurar seu veio específico para a manifestação. As razões que levam um artista, ou profissional, a perseguir seu impulso e atingir a conexão com a ação realizadora podem nascer de diversas maneiras e terem distintas origens. Passa por aqui a necessidade de atender a uma expectativa do cliente, no caso de um projeto arquitetônico, tanto quanto coexiste a necessidade de investigar materiais e suas resistências, até a necessidade de manifestar uma indignação, uma repulsa, ou mesmo uma posição sociopolítica. Sobre este aspecto do processo criativo, Isay Weinfeld faz uma observação, se não inesperada, totalmente desejável, ao afirmar ser o cliente, em seus instintos, sonhos e necessidades, o verdadeiro merecedor de toda a atenção, tomando para si um papel secundário, como mero executor do pro jeto. Entretanto, é definitivo em assumir não fazer e nunca ter feito qualquer concessão que pudesse desmerecer sua visão sobre a realidade a ser projetada. Esta afirmação vem de certa forma nos prestigiar, ou seja, o consumidor que cada um de nós representa e que poderia estar se sentindo à margem dos processos, vítima de uma conspiração alheia; ao contrário, também temos parte nesta história. Somos co-autores de tudo o que é concebido!

Se exigimos conforto, existirá conforto!

Se pretendemos atitudes criativas com posicionamento político, elas estarão ao nosso lado! E se por diversão quisermos a irreverência como conceito, prontamente ela estará aos nossos pés!

A arte sempre executa o pensamento e o desejo coletivo! É natural! Quem, em sã consciência, diante daquela Espanha em plena guerra civil, após o bombardeio da cidade de Guernica, em 1937, com centenas de mortos e feridos, não desejou manifestar sua indignação e sua repulsa aos atos de barbárie contra o patrimônio humano e ambiental? Pois este desejo se manifestou na explosão criativa de Pablo Picasso, em seus maduros 56 anos de vida, e este movimento do pensamento coletivo provavelmente foi o que inspirou seus instintos artísticos a produzir uma de suas mais importantes obras, que leva o nome da cidade atingida. Entre faces e membros destronados de seus equilíbrios e de suas dignidades, em súplicas expressas de forma contundente, diante de outros seres irracionais, armas, luzes, enfim, ali estava o grito que jazia contido na garganta de toda uma civilização. E, mais uma vez, éramos nós ali a provocar e a inspirar o artista naquela criação. Somos, de fato e de direito, cúmplices de tudo o que nos representa, pela simples razão de que naturalmente fazemos parte desta engrenagem, sem a qual nada aconteceria. Há momentos na definição de um projeto que podem estar ligados a mais de um fator reativo, sendo, desse modo, mais interessante a contemplação da obra executada, exatamente pelo fato de que haverá quem imagine uma determinada razão, e quem imagine outra bem distinta para justificar o mesmo fato. Apenas a título de curiosidade, capturamos do grande acervo artístico uma litogravura superfamosa chamada “Relativity”, de Maurits Cornelis Escher, artista gráfico holandês que viveu no século passado. Ele dispõe em um cenário interessante, exterior e interior, uma sucessão de escadas e degraus totalmente fora de lógica, sem respeito a plano nenhum. Pessoas caminham sobre eles apenas fazendo-se valer de sua visão libertária sobre o destino da humanidade, por vezes completamente improvável. Há quem veja nessa obra, facilmente localizável no site oficial do artista(www.mcescher.com), uma expressa falta de lógica e prumo, e haverá de existir quem também perceba a possibilidade de estar diante de uma imensa crítica social quanto ao caminhar de uma sociedade cada vez mais dependente do progresso, representado ali pelos degraus que, em muitos casos, chegam mesmo a desafiar as leis da física, em uma provável chamada à consciência. Não chega a importar agora as razões reais que pudessem justificar a manifestação do artista, a não ser o fato de que, além destas duas interpretações, uma dezena de outras seria possível, bastando para tanto que houvesse outros críticos.

M.C.Escher propõe seus personagens em planos conflitantes, talvez uma crítica à sociedade  e seus desejos de ascensão

E mais uma vez nos deparamos com a presença do inconsciente coletivo a manifestarse, ditando rumos, tendências e caminhos na produção dos símbolos que compõem a nossa vida. É atribuída a Sergio Rodrigues, um dos maiores designers brasileiros, a frase “Ninguém cria sozinho. Nenhum móvel que fiz poderia ser executado por mim”, em uma clara alusão ao fato de que o processo complexo da criação necessita, por natureza, da participação ativa de outros atores, direta ou indiretamente, objetiva ou subjetivamente, o que contempla a idéia da presença coletiva no projeto realizado. Isay Weinfeld, durante a reflexão sobre as duas perguntas a que deveria responder, situou muito bem a função social que deve ser exercida pelo profissional contratado, e citou a questão do respeito que deve existir pela pessoa e pela família que vai viver no espaço que se vai projetar: “Minha postura é de educação e de respeito a quem eu vou servir”; “Devo ser o arquiteto-servidor, e fazer exatamente o que o cliente quer, porém da minha forma”. E completou: “Devo respeitar a vontade que o meu cliente tem de viver em um espaço que ele quer, e que eu vejo!”. Assim ficou bem colocada a questão, pois se trata de um processo criativo na busca de uma identidade determinada, sob a influência de uma contratação. Mas tudo pode ser diferente quando verificamos, em outro exemplo dado pelo próprio Isay, a busca pela forma que parte de uma necessidade independente do pedido formal de um cliente. Isay contou um caso interessante no qual teve de assumir uma responsabilidade não contratada, ao se ver provocado a desenhar um cinzeiro cuja função seria estar em um ambiente de degustação de charutos em um dos bares executivos mais badalados da sociedade paulistana. A razão disso é que não queria ver no ambiente criado e decorado por ele um cinzeiro qualquer escolhido em uma loja da cidade. Ao contrário, queria algo que tivesse a ver com o espaço projetado, sob os mesmos critérios e sob a mesma filosofia. Tempos depois ficou sabendo que uma jornalista americana, de passagem por São Paulo, teria citado o tal cinzeiro em uma pequena matéria escrita por ela, com o objetivo de reforçar que naquele lugar até os pequenos objetos eram objetos de arte. Isso serviu, segundo Weinfeld, para reforçar ao cliente, que já entendia do assunto arte, que quando se investe na criação de alguma coisa não importa o tamanho, em algum lugar do mundo alguém vai perceber, vai se emocionar e vai oferecer seu tempo a falar, a pensar ou mesmo a escrever sobre o objeto. E, apesar de ser difícil imaginar alguém emocionado com um cinzeiro, é para cada uma dessas pessoas que ele se dedica em suas criações, sem exceção.

Há ainda um aspecto bastante interessante que também pertence ao processo criativo, mas que abre mão das qualidades funcionais do objeto projetado para exibir outro atributo. O de ser belo! E não precisamos olhar muito distante de nós para encontrar um bom exemplo. Em certos casos, a beleza agrega mais valor ao objeto que sua própria funcionalidade. Observamos, desejamos, compramos e não usamos! Mas é tão bonito! Um garfo, por exemplo, que fosse estilizado para ter apenas três dentes, poderia gerar forte interesse pelo seu design ou mesmo pela ousadia. Mas você imagina quantos grãos de arroz poderíamos equilibrar sobre ele? Nossos entrevistados com certeza concordariam com o fato de que a função principal do que se está projetando deva ser inegociável! E diriam: “Uma poltrona que convida você a sentar-se gentilmente e lhe chama para acomodar-se cumpre sua principal função, e é para isso que serve o design…”.

Por conta desta questão, lembrei de uma viagem à Espanha, no começo dos anos 1990, onde descobri em uma farmácia em Madri um expositor de balcão com estranhas e interessantes escovas de dentes. Seu design compunha um corpo principal, no qual estavam as cerdas naturais, em forma oval, como se fosse uma gota de água repuxada. O material era uma resina translúcida, em um tom de opaco violeta. Foram imediatos a paixão e o desejo de possuí-la! Mas havia o preço a fazer imensa resistência! Algo em torno de 45 dólares!!! Quando consegui desgrudar meus olhos daquela maravilhosa escova, li no cartazete do expositor que se tratava de uma peça exclusiva de um dos mais festejados designers de nossa época, um francês chamado Philippe Starck. Era o que bastava para tornar aquele preço abusivo em algo absolutamente aceitável. Na contramão desta experiência podemos encontrar pelas mais significativas feiras internacionais de design peças belíssimas, objetos premiados de todas as naturezas, mas que abrem mão de suas principais funções, como garantir o conforto, o prazer, a segurança, enfim, o seu propósito funcional.

Inspiram a nossa atenção sem, entretanto, nos convidar para uma convivência mais íntima. Isay Weinfeld se adianta e é taxativo ao repugnar este padrão! E afirma: “Nossa produção tem a obrigação de atender principalmente aos interesses de quem vai usar o produto, ou viver no ambiente do projeto criado. E nisso discordo totalmente do que prega Oscar Niemeyer, quando afirma exatamente o contrário”.E a conversa sobre este evento chamado design poderia ter seguido ainda muito longe, quer por sua amplitude, quer por sua definição tão abrangente. Mas, para a minha surpresa, culminou com uma verdadeira pérola de Pedro Useche, que afirmou ter encontrado em anos de pesquisa apenas um exemplo de design verdadeiramente brasileiro. Algo com a cara do Brasil e que em qualquer parte do mundo nos representaria com extrema qualidade. E quase de imediato lançou as sandálias havaianas como nossa candidata única. Foi um choque! Mas, diante desta inesperada informação, ficou muito mais fácil entender por que Alain de Botton garante, em seu livro A Arquitetura da Felicidade, ser o design o portal através do qual se pode acessar o prazer de viver! Quer experimentar esta sensação? Primeiro feche os olhos e pense nas suas sandálias havaianas! Isso, vamos lá, imagine-as em seus pés, ok? Pronto! Agora basta se lembrar dos lugares que você freqüenta e com quem está quando isso ocorre! Existe felicidade maior que essa?