Berlim é 10, Munique também

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Por Eduardo Petta | Fotos Carol Da Riva

A multicultural Berlim é hoje a capital mais cult da Europa. Repleta de museus, galerias e templos gourmets, mesclados a clubes noturnos, festas de guerrilhas e muita arte urbana, Berlim é chique, Berlim é punk, alternativa, criativa. Uma cidade pensada para favorecer o ser humano com transporte público de qualidade, centenas de quilômetros de ciclovias, praças e parques que fazem a alegria de todas as idades.

Munique é o símbolo da riqueza alemã. Séculos de história convivem com prédios futuristas, como o Mundo BMW. Por suas ruas de vitrines elegantes do centro antigo, sobram lojas de grife e museus de vanguarda, entre eles o Alta Pinacoteca. E é uma delícia flanar por suas alamedas sombreadas, bebericar nos jardins das cervejarias famosas e ir aos poucos entregando- se à vida leve dos Müncheners, os primeiros a admitir que a sua “metrópole” é pouco mais do que um Weltdorf, uma aldeia mundo. É muito difícil encontrar duas cidades dramaticamente tão contrastantes de um mesmo país.

A capital da Prússia e da Baviera, unidas sob a bandeira alemã desde 1871, têm diferentes caminhos históricos, demográficos, políticos e econômicos. Diferente geografia, dialeto, gastronomia e até cervejas e salsichas. A rivalidade entre as duas é antiga e seus cidadãos batem no peito pra dizer qual é a melhor. Fomos até lá conferir essa disputa e listamos aqui 10 vantagens de cada uma para você chegar ao seu próprio veredicto. O nosso? Basta olhar no título para descobrir

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BERLIM

1. Alugue uma bike e seja feliz

Metrópole onde vivem 4,5 milhões de pessoas, Berlim é plana como Paris e Amsterdã, e muito agradável para ser percorrida de bicicletas. O aluguel custa 12 euros por dia (24 horas) e o trânsito é superseguro. Todos os passeios da lista podem ser feitos de bicicleta, bem-vindas nas estações de trens e metrô, as U-Ban e S-Ban, que funcionam à perfeição.

2. Equilibre-se pelo Muro

Em 1961, bloquearam o trânsito em Berlim e o Muro da Vergonha, separando leste e oeste, foi erguido da noite para o dia. Em seus 65 quilômetros vigiados pelo sistema soviético da Alemanha Oriental, havia grades metálicas, cercas elétricas, 302 torres de vigias, cães ferozes e soldados autorizados a matar. Em 9 de novembro de 1989, o Muro foi transformado em ruínas. Mas um quilômetro segue firme, de pé, enquanto os berlinenses, que adoram uma boa polêmica pública, discutem o seu futuro.

Uns querem o seu sumiço, para apagar o vexame; outros, man- tê-lo vivo, para que as gerações futuras não cometam os mesmos erros. Enquanto ninguém se decide, o Muro serve de tela para muralistas do mundo todo, que aqui deixam seus desenhos traduzidos em euforia, otimismo global, declarações políticas e visões artísticas. Com 106 pinturas, o espaço, conhecido como Eastside Gallery, virou uma verdadeira galeria a céu aberto. E não há quem não se divirta com os clássicos, como o beijo entre o estadista soviético Leonid Brezhnev e o líder da Alemanha Oriental, Erich Honecker, ou o carro Trabant (típico da Alemanha Oriental na época da Cortina de Ferro) estourando o Muro rumo a liberdade, tão aguardada pelo povo.

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3. Mergulhe no oceano de museus

Para quem ama museu, Berlim é o nirvana. Tanto que existe uma ilha só para eles, o Museumsinsel, um conjunto de 5 construções reconhecidos pela Unesco, com tesouros de mais de 6 mil anos de história. O mais visitado é o Pergamon Museum, aonde destacam- se dezenas de construções romanas, gregas e babilônica. No Neus Museum, todos as retinas miram o busto da rainha Nefertiti, brilhantemente reconstruído por David Chipperfield.

Fora da ilha, é imperdível uma visita ao Museu de História Natural, o Naturkunde Museum, principalmente se você viaja com as crianças. Além de uma réplica perfeita do urso-polar Knut, nascido no zoológico da cidade, o museu possui a ossada de 23 metros de comprimento e 12 metros de altura de um Brachiosaurus, além de outros jurássicos menores. Mas essa nem é a melhor parte. Olhando através de um Juraskope (uma espécie de binóculo hípertecnológico), o dino ganha músculos, tecidos, pele e sai andando em frente aos seus olhos, em terceira dimensão, repetindo o comportamento de 150 milhões de anos atrás.

4. Alegre a criançada

Berlim é perfeito para a criançada. Primeiro porque eles podem ir de bike do ponto A ao B para brincar nas milhares, isso mesmo, milhares de praças, que têm sempre parquinhos à disposição.

E até no inverno eles dão um jeito: chegam a colocar tanque de areia dentro de um café. Além disso, há dezenas de hotéis e cafés para levar a criançada com área só para elas, com piscina de bolinhas ou brinquedos inteligentes. Também não faltam museus focados para crianças, com muitas atividades interativas, como o Kinder Museum, que tem um labirinto fantástico, e a Legolândia, para os fanáticos pelas peças de encaixe mais famosas do mundo.

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5. Escute o silêncio em Tempelhof

No meio da cidade, no coração de um de seus bairros mais valorizados, Neukölln, ficava o aeroporto construído por Hitler, o Tempelhof. No início de 2000, os berlinenses cansaram do barulho das aeronaves e pediram o seu fim. Em 2008, o governo os atendeu. As construtoras lamberam os beiços. Mas o povo queria aquele gigante vazio de oito quilômetros quadrados para curtir a vida. O governo não só atendeu de novo, como o está urbanizando para ter lagos, árvores e muitos espaços pensados para a sustentabilidade ambiental da urbe, uma espécie de think tank (algo como um centro de estudos para conhecimentos estratégicos). Enquanto o projeto não começa, o povo aproveita as antigas pistas de decolagem para pedalar, soltar pipas ou meditar. O silêncio durante a semana impressiona: pode-se deitar na grama sem ninguém ao redor e ouvir absolutamente nada. Uma sensação de calma raramente vivenciada num lugar antes bombardeado pelos decibéis de aviões e a nefasta memória de Hitler.

6. Pinte o sete com os berlinenses

Desde que o Muro caiu, em 1989, Berlim se apressa em direção ao futuro — não para esquecer o passado, mas simplesmente para deixá-lo para trás. Na vanguarda desse movimento estão os artistas de rua. Eles foram pioneiros em habitar regiões abandonadas, onde havia liberdade para criar. Áreas como Mitte, Kreuzberg e Friedrichshain contam essa história com seus muros coloridos. Há murais, grafites, stickers, folhetos, cartazes, tags e intervenções em toda parte, que falam na maior parte das vezes sobre o cotidiano do berlinense e já viraram marca registrada da cidade.

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7. Viaje por Kreuzberg, o bairro da moda

Kreuzberg, ou Morro da Cruz, coração turco e o centro da cultura alternativa da capital alemã, é hoje, segundo os berlinenses, o In-Viertel, o bairro da moda. Aqui estão as melhores casas noturnas, além dos bares e restaurantes mais badalados. O mais famoso deles é o Hasir. Nos anos 1970, um dos cozinheiros teve a ideia de pegar o Döner Kebab, servido em pratos há mais de duzentos anos na Turquia, e colocá-lo no pão. Hoje, a receita pode ser encontrada por toda a Alemanha. Outro ícone é o Max und Moritz, local onde comiam os ferroviários da antiga estação de trem da época em que o restaurante foi fundado. O nome vem do célebre livro de 1865, do alemão Wilhelm Busch (Max und Moritz-Eine Bubengeschichte in sieben Streichen), adaptado no Brasil por Olavo Bilac sob o título Juca e Chico — História de dois meninos em sete travessuras.

A diversidade cultural de Kreuzberg está diretamente ligada à história do Muro de Berlim (1961-89). Por conta da divisão, a Alemanha Ocidental ficou sem os trabalhadores do leste e decidiu, a partir dos anos 1960, buscar mão de obra em outra fonte: a Turquia. Ainda hoje, o Türkischer Markt (Mercado Turco) mostra o lado mais tradicional dos imigrantes. Outra viagem pelo bairro é tomar o “Expresso de Istambul”, como é conhecida a Linha 1 (U1) da malha metroviária de Berlim. Suba na estação Hallesches Tor e desça na Warschauerstrasse, já às margens do rio Spree, que marca o fim da extremidade oriental do bairro. Mas o lugar mais gostoso é mesmo o Gorlitzer Park, com galera e barzinhos em clima de praia, onde só falta a praia.

8. Cante no Mauerpark

Sabe aquele mercado de pulgas com um monte de coisas vintage que você vê nos filmes? Pois é, no Mauerpark ele acontece de fato todos os domingos. Sabe um caraoquê, onde todo mundo que canta parece recém saído campeão de um show de talentos?

Sabe um parque onde todo mundo veste o que quer e toma vinho sob o sol? Bem-vindo ao Mauerpark. Este é o lugar para relaxar com os amigos em meio às flores silvestres de verão, assistir ao pôr do sol, ou pegar um concerto de improviso. Na hora do lanche, aproveite para experimentar o clássico de Berlim: o Currywurst, uma salsicha mergulhada em molho, servido em um prato de papel e feito para ser devorado junto com uma cerveja.

9. Transcenda a arquitetura

Quando a gente fala da Guerra Fria se pensa em armas ou na conquista do espaço. Mas em Berlim é que reparamos como regimes políticos deixam as suas marcas na arquitetura. Socialismo, comunismo, capitalismo, nazismo. Os prédios aqui são manifestos, propaganda, memoriais, campos de batalha com ideologias concorrentes. Os maiores nomes da arquitetura moderna passaram por aqui, gente como Mies van der Rohe, Le Corbusier e Walter Gropius; assim como os da arquitetura contemporânea, como Frank Gehry, Rem Koolhaas, Norman Foster e Richard Rogers. Várias agências fazem passeios guiados pela cidade. É a chance de entender prédios antigos e modernos, como o Kulturforum, o Portão de Brandemburgo, o Reichstag (Parlamento) e a Berliner Dom (catedral). Mas o mais bacana mesmo é sair dos clichês e andar pelo boêmio bairro de Prenzlauer Berg — uma viagem no tempo pelas fachadas da antiga Berlim Oriental.

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10. Um café na beira do Lago

Antigo campo de caça da realeza prussiana, o Tiergarten está para Berlin, como o Central Park para Nova Iorque, uma mancha verde no coração da cidade. Lotado no verão, solitário entre as neves no inverno, forrado de folhas alaranjadas no outono, o parque é o reduto de ciclistas, namorados e afins. Nos seus dois quilômetros quadrados superarborizados, destacam-se monumento e lagos. O lago mais bonito é sem dúvida o Neun See, onde você pode alugar barcos para levar o seu amor para dar uma volta ou tomar um sorvete no Café Am Neuen See. Se estiver nevando, busque abrigo no Café. Com certeza a lareira estará acesa. Peça um cafezinho, uma torta de maçã e deixe os olhos descansar pela paisagem. Gostou do lago? Existem mais de trezentos em Berlin. Pegue a sua bicicleta e boa viagem!

MUNIQUE

1. Mate a sede numa Bierhaus

Munique também é sinônimo de cerveja, da Oktoberfest e de… Bierhaus. Se você não sabe o que esta última palavra significa, pense em algo como “casa da cerveja”, ou cervejaria, verdadeiros templos devotados ao néctar líquido da cevada ou do trigo.

Existem várias em Munique, mas a mais famosa da Alemanha é a Hofbräuhaus, fundada no século 16 pelo duque William V da Bavária — só para o consumo do celebrado líquido. Em 1828, a cervejaria foi aberta ao público. Na Segunda Guerra Mundial, foi destruída num bombardeio, mas reconstruída em 1958. Hoje, é um ambiente animado, com mesas de madeira, sem frescura, e música típica rolando na vitrola sem tréguas. O cardápio é composto de pratos típicos da Bavária, como carne de porco e vários tipos de salsichas. A cerveja é servida em canecão de 1 litro, conhecido como Mass.

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2. Deleite-se no mercado

As delícias estão espalhadas pelas tendas. Em uma está o Brezn, o pãozinho tradicional da Baviera, coberto com sal grosso eformato de um laço-coração. Em outra a Brotfrauen, as batatas-fritas alemãs, tamanho XXL. Na do lado, o Brathähnchen, o famoso frango assado. E, agora sim, a barraca do típico Eisbein mit Sauerkraut, o joelho de porco com repolho; do Schweinsbraten mit Knödel, filé de porco assado com bolinhas de massa de pão ou de batata; e ainda o Leberkäse mit Semmel, sanduíche com fatia de presunto de uma polegada. Ah! Tudo bem, você vai querer provar o clássico Bratwurst mit Semmel: cachorro-quente com salsicha alemã, acompanhado de uma cerveja orgânica do dia. Localizado na Marienplatz, no coração do centro antigo de Munique, o Viktualienmarkt é a solução dos seus problemas.

Além de todos os pratos típicos, diversas barracas vendem queijos, embutidos, frutas e outros produtos típicos bávaros. Pegue seu lanche, sua cerveja, peça “licença” e sente-se nas mesas compartilhadas. Quer mais? Levante, entre na fila e compre de novo. Aqui não tem garçom, meu querido, e esta é uma instituição de Munique desde 1807.

3. Aprenda sobre salsichas

Munique só não é chamada de Terra das Salsichas por causa das cervejas. Mas são tantas e de tão variadas receitas que fica difícil definir a melhor. A mais bávara com certeza é a Weisswurst, a salsicha branca. Diz a lenda que essa salsicha foi inventada por acaso em 22 de fevereiro de 1857, em Munique, por Joseph Moser, que trabalhava na cozinha de um café local. O rapaz foi enviado ao açougue para comprar intestino de ovelha para fazer a salsicha de vitela tradicional, mas enganou-se e trouxe intestino de porco, impossibilitando a fritura. Com isso, Moser resolveu cozinhar a tal salsicha. O improviso fez o maior sucesso. A Weisswurst é servida no café da manhã com mostarda doce e pretzel, e se você for um bávaro de verdade pedirá uma cerveja para acompanhar!

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4. Reencontre a BMW-Brabham de Nelson Piquet

Quem ama carros não pode perder o fantástico Museu da BMW. Criado em 1973, o museu, que tem a forma arquitetônica de dois pistões, conta com muita tecnologia a história da marca admirada em todo o mundo. São cerca de 125 veículos, entre motocicletas e automóveis de corrida e de luxo. Para os brasileiros, um dos momentos mais tocantes da visita é a sala dedicada à Fórmula 1, onde o destaque é a BMW-Brabham BT 52 Turbo, com a qual Nelson Piquet conseguiu o incrível título de 1983 em cima de Alain Prost. O vídeo que mostra a volta do título é emocionante. Mas o mais incrível de todo o museu é sem dúvida a coleção BMW Art Cars, que já dura 35 anos, com mais de 18 máquinas pintadas por gênios como Andy Warhol, Calder, Jenny Holzer e Jeff Koons.

5. Dirija um BMW

Depois de visitar o Museu BMW e ficar com água na boca, atravesse a rua e descubra o BMW Welt, ou Mundo BMW. Mas, espere, não atravesse ainda. Olhe bem! Você está diante de uma das obras mais futuristas do planeta Terra. Inaugurado em 2007, o complexo de metal e vidro retorcido na forma de um carro gigante, impressiona até quem não gosta de arquitetura, seja brilhando ao sol ou iluminado de noite. O prédio da Bayerische Motoren Werke leva a assinatura do arquiteto austríaco Wolf Prix e é a síntese e a vitrine da eficiência operacional da BMW.

A joia da coroa da marca. O local é usado para desfilar veículos novos e serve como showroom dos lançamentos. Lá dentro, verdadeiras aulas de como funcionam todos os itens modernos instalados em cada carro, desde airbags, freios computadorizados e controle de tração. A molecada também se diverte: eles podem guiar simuladores, acelerar um motor e aprender sobre direção e comportamento no trânsito. Quem quiser, pode dar o nome e fazer um test-drive com os carros da marca, ou só entrar e sentar dentro deles e subir nas motos. No alto do complexo fica um restaurante elegante e moderno, com longa carta de vinhos. E se você não foi comprar um carro novo, passe ao menos na lojinha e leve uma mochila, guarda-chuva, chaveiro, boné, miniatura… o que você possa imaginar, com o logo da BMW.

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6. Surfe uma onda

Ao chegar na ponte Prinzregentenstrasse, vejo um aglomerado de pessoas olhando para o rio. Jovens trocam a roupa do trabalho por trajes, gorros e botas de neoprene. Um menino segura uma prancha no colo e começa a passar parafina. Depois, corre pela rua, com ela debaixo do braço, descendo pela beirada da ponte. Aproximo-me da multidão na ponte e olho para baixo. Ali está o rio Eisbach, um afluente do rio Isar, que corta a cidade e corre por toda a extensão do Englischer Garten. O rio é raso. O que vejo em fila, em ambas as margens, são surfistas vestidos de preto. Uns na margem esquerda, outros na direita, divididas por doze metros. Entre os surfistas, uma onda na altura da cintura quebra perfeita sempre no mesmo lugar. Eles esperam a sua vez.

Falar de surfe em Munique pode soar tão estranho como falar de frutos do mar em Minas Gerais, mas o esporte tem sido popular aqui há anos. No florescer da década de 1970, uma obra de engenharia fez com que a cidade tivesse seu pedacinho de Califórnia. Os engenheiros projetaram três fileiras de concreto ao longo do fundo do canal, criando uma onda rápida. A vontade de surfar criou o resto. E hoje Munique é famosa como o mais popular ponto de surfe de rio da Europa.

7. Faça um piquenique no Englischer Garten

Ele é maior que o Hyde Park de Londres e possui muito mais verde. Tem patos nadando no rio encachoeirado, jardins a perder de vista, lindas alamedas, seiscentos quilômetros de trilhas e outros tantos de ciclovias. Parece que você está no campo, mas basta uma pequena caminhada e lá está o marco zero de Munique. Assim é o Englischer Garten. Encomendado por Karl Theodor, em 1789, e projetado por Benjamin Thompson, o parque acolhe ciclistas, caminhantes, corredores, crianças e até surfistas. Quando o sol está forte, é comum ver seres engravatados despirem-se, tomarem um banho de sol nuzinhos da silva e depois vestirem-se de novo para a labuta. O principal marco do parque é a Chinesischen Turm, uma torre chinesa de 25 metros. Não pela torre, mas pelo, adivinhe, Biergarten, um grande jardim das cervejas. A moda então é sentar-se na mesa com o seu piquenique trazido de casa e desfrutar. A única exigência é que você compre a cerveja no local. Mas você não vai reclamar, vai?

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8. Pire na Pinacoteca.

A Pinakothek der Moderne Art é a resposta de Munique à Tate Modern. Ela abriga todos os tipos de exposições de ponta, mas a coleção permanente também vale a pena ver, com algumas pinturas de expressionistas alemães como Max Beckmann, Ernst Ludwig Kirchner e August Macke. Projetado por Stephan Braunfels e inaugurado em 2002, o prédio da Pinacoteca possui um pátio que pode ser vistos dos quatro andares, protegido por uma espetacular cúpula em forma de olho, que banha com suave luz natural todas as galerias e paredes. Daí o desejo de designers do mundo todo em expor por aqui. Há obras de Picasso, Klee , Dalí e Kandinsky – todas menos conhecidas. A coleção mais badalada é a que trata do mundo retrô, onde os primeiros Macs da Apple combinam na parede com utensílios das Grandes Guerras, mobílias da década de 1960 e gravadores de carretel.

9. Sacie a gula com os docinhos da Rischart

A Rischart é uma rede de padaria espalhada por toda Munique que é um sonho de perdição. A receita campeã, claro, é a Apfelkuchen: a tradicional e melhor torta de maçã do mundo, com opção de cobertura de chantily ou sorvete de creme. Além dos doces, nas vitrines brotam pães de cereais, croissants e outras guloseimas de chorar e pedir por mais.

10. Celebre a vida com uma Paulaner

Depois de todo este tour por Berlim e Munique, nada melhor do que terminar a viagem brindando com a cerveja oficial da Oktoberfest, a clássica Paulaner. Fundada em 1634, a Paulaner segue a lei da pureza de 1516 (a popular Reinheitsgebot), como toda cervejaria alemã. É uma delicia e honra a tradição da cerveja de trigo da região bávara. Talvez o maior destaque da casa seja a pequena e robusta Paulaner Salvator, mas todas as cervejas da Paulaner são boas. Escolha uma e… saúde! Ou melhor! Prost!

Onde ficar

Munique:

Rocco Forte Charles Hotel
Sophienstrasse 28
Tel. + 49 89544 5550
roccofortecollection.com
É um paraíso de cinco estrelas perto do Hauptbahnhof.

Berlim:

Adina Hotel
Platz vor dem Neuen Tor 6
Tel: +49 3020 0032

Bem localizado. É como ficar em casa, num apartamento, com todo conforto do hotel. Ótimo café da manhã e custo benefício perfeito para casais com crianças.

Para saber mais:
www.visitberlin.de e www.muenchen.de